{"id":2107,"date":"2024-10-05T01:51:42","date_gmt":"2024-10-04T23:51:42","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia-hub.org\/?p=2107"},"modified":"2024-10-05T15:56:06","modified_gmt":"2024-10-05T13:56:06","slug":"amazonia-celeiro-da-cobica-bastiao-da-resistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia-hub.org\/pt-br\/amazonia-celeiro-da-cobica-bastiao-da-resistencia\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia: celeiro da cobi\u00e7a, basti\u00e3o da resist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><em>Artigo publicado na sua vers\u00e3o original em <\/em><a href=\"https:\/\/www.acaoamazonia.com.br\/blog\/amazonia-celeiro-da-cobica-bastiao-da-resistencia\"><em>https:\/\/www.acaoamazonia.com.br\/blog\/amazonia-celeiro-da-cobica-bastiao-da-resistencia<\/em><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A grande regi\u00e3o amaz\u00f4nica \u00e9 um elemento central da hist\u00f3ria da afirma\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira<\/em><\/p>\n<p>Por Diego Abreu (Doutor em Estudos da Linguagem e Coordenador do Canal L\u00edngua P\u00e1tria).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No limiar do s\u00e9culo XIX, o naturalista alem\u00e3o Alexander Von Humboldt colocava seus p\u00e9s no vale do Amazonas pela primeira vez. Fascinado com a grandiosidade e a riqueza da vegeta\u00e7\u00e3o que o arrebatou, o grande cientista proclamou as palavras parafraseadas no t\u00edtulo deste artigo: um dia, a Amaz\u00f4nia h\u00e1 de ser o celeiro do mundo. O vatic\u00ednio do desbravador germ\u00e2nico possui significado amb\u00edguo. Por um lado, ele faz clara refer\u00eancia ao potencial do f\u00e9rtil solo amaz\u00f4nico de alimentar o planeta; contudo, ele tamb\u00e9m pode ser compreendido de uma forma mais sutil e perigosa: ao profetizar a opul\u00eancia da Amaz\u00f4nia, as palavras de Humboldt tamb\u00e9m expressavam a hist\u00f3rica gan\u00e2ncia das pot\u00eancias coloniais europeias perante o gigantismo pantagru\u00e9lico do continente verde brasileiro.<\/p>\n<p>Humboldt n\u00e3o foi o primeiro estrangeiro a olhar para a nossa hinterl\u00e2ndia profunda com voracidade. Desde os prim\u00f3rdios do s\u00e9culo XVII, os rios e vales da Amaz\u00f4nia v\u00eam sendo palco de sangrentas confronta\u00e7\u00f5es, em que a ambi\u00e7\u00e3o dos Imp\u00e9rios do Velho Mundo (Espanha, Inglaterra, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a e Holanda) se choca com a tenacidade e a bravura luso-brasileira. Nominalmente integrada ao Imp\u00e9rio Espanhol pelo Tratado de Tordesilhas, a Amaz\u00f4nia tornou-se portuguesa (para tornar-se brasileira) de direito pelo arrojo mission\u00e1rio dos jesu\u00edtas e pela coragem sem mesura dos exploradores e militares rein\u00f3is. A espada lusitana e a cruz jesu\u00edtica misturaram-se em cultura, carne e esp\u00edrito ao arco e flecha animista do nativo, criando a massa cabocla que antropizou as margens dos rios do continente amaz\u00f4nico.<\/p>\n<p>Enquanto as miss\u00f5es jesu\u00edticas levavam a f\u00e9 crist\u00e3 aos povos da floresta, \u201cabrasileirando\u201d essa f\u00e9 com as tradi\u00e7\u00f5es, lendas e mitos ind\u00edgenas, as armas lusas expulsavam invasores de m\u00faltiplas proced\u00eancias. Ainda que a hist\u00f3ria dos grandes feitos de nossos antepassados na regi\u00e3o hoje nos seja sonegada, seu legado ainda pode ser encontrado em diversas formas na vida e no cotidiano da Amaz\u00f4nia brasileira. A predomin\u00e2ncia da L\u00edngua Portuguesa, a F\u00e9 Crist\u00e3 e os costumes de origem ultramarina evidenciam o sucesso logrado pelos mission\u00e1rios da Companhia de Jesus em sua catequese bandeirante. Esta, ao mesmo tempo que organizava os \u00edndios em matrizes produtivas nas redu\u00e7\u00f5es e miss\u00f5es, cortava o verde da floresta, assenhorando-se de terras virgens e preenchendo-as de esp\u00edrito luso-brasileiro. Por outro lado, as ru\u00ednas dos fortes de Santo Ant\u00f4nio de Gurup\u00e1 no Par\u00e1 e S\u00e3o Jos\u00e9 de Macap\u00e1 no Amap\u00e1 desenham na paisagem o brio e a genialidade militar dos velhos portugueses. Mesmo com recursos modestos e condi\u00e7\u00f5es desvantajosas, esses patriarcas da nossa Na\u00e7\u00e3o conseguiram expelir dos vales e rios amaz\u00f4nicos a ambi\u00e7\u00e3o holandesa, inglesa e francesa. Grandes (e, infelizmente, desconhecidos) homens como Bento Maciel Parente, Lu\u00eds de Vasconcelos e Pedro Teixeira, acompanhados de hordas de nativos destemidos, constitu\u00edram a impenetr\u00e1vel fortaleza humana que impediu pela for\u00e7a das armas a transforma\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia em um tabuleiro de disputa colonial.<\/p>\n<p>Os portugueses impediram ao longo do s\u00e9culo XVII a rapina das pot\u00eancias europeias sobre as riquezas amaz\u00f4nidas. Por\u00e9m, a vit\u00f3ria luso-brasileira, ainda que formid\u00e1vel, n\u00e3o foi definitiva. No s\u00e9culo XIX, quando os Imp\u00e9rios holand\u00eas e franc\u00eas j\u00e1 haviam atingido a sua debacle, as riquezas da Amaz\u00f4nia despertaram a gula de outros predadores. Na segunda d\u00e9cada do Oitocentos, surgiu um documento sigiloso enviado pelo Capit\u00e3o da Marinha dos EUA Matthew Fawry a seus superiores que apresentava um plano ambicioso de retalhamento do territ\u00f3rio do ent\u00e3o Reino Unido do Brasil. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de rep\u00fablicas aut\u00f4nomas no Rec\u00f4ncavo baiano, no nordeste brasileiro e no Rio Grande do Sul, o Memorando 157 de 1816 previa a reparti\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia. A Fran\u00e7a abocanharia o territ\u00f3rio do Amap\u00e1; os EUA tomariam para si a ilha de Maraj\u00f3 e o restante se integraria em uma Republiqueta bi\u00f4nica, transformada em sat\u00e9lite estadunidense.<\/p>\n<p>Ainda que o plano de desmembramento do Brasil, felizmente, n\u00e3o tenha conseguido alcan\u00e7ar \u00eaxito, chama aten\u00e7\u00e3o o paralelismo entre os focos de subleva\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria nas primeiras d\u00e9cadas do Imp\u00e9rio (no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Nordeste, no Maranh\u00e3o e no Par\u00e1) e o mapa desenhado pelo projeto conspirador. Al\u00e9m das \u201csugestivas coincid\u00eancias\u201d, a presen\u00e7a de agitadores estadunidenses na revolta pernambucana em 1824 e a tentativa francesa e inglesa de formar uma rep\u00fablica amaz\u00f4nida durante o levante da cabanagem evidenciam o interesse das pot\u00eancias do s\u00e9culo XIX na fratura territorial do Brasil, que facilitaria sobremaneira a rapina e o controle das riquezas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Mesmo diante do fracasso das tentativas de esfarelamento do pa\u00eds, frustradas pela espada altiva do Duque de Caxias, a ambi\u00e7\u00e3o anglo-sax\u00e3 pelas riquezas da Amaz\u00f4nia n\u00e3o arrefeceu. Com o desenvolvimento da t\u00e9cnica de vulcaniza\u00e7\u00e3o da borracha e seu emprego na atividade industrial, o l\u00e1tex extra\u00eddo das seringueiras nativas da floresta amaz\u00f4nica tornou-se um recurso de grande valor, sendo cobi\u00e7ado sofregamente pelos EUA, grande pot\u00eancia industrial emergente na segunda metade do s\u00e9culo XIX. \u00c9 justamente nesse contexto que uma outra figura vinculada \u00e0 Marinha estadunidense, o Capit\u00e3o Maury, ganha relevo. Al\u00e9m de articular secretamente uma expedi\u00e7\u00e3o naval clandestina no Rio Amazonas, o militar tamb\u00e9m defendeu abertamente a forma\u00e7\u00e3o de uma republiqueta bi\u00f4nica na Amaz\u00f4nia, que serviria de cart\u00f3rio dos interesses do vizinho do Norte. Apesar das violentas press\u00f5es sofridas pelo Imperador Pedro II, sua sabedoria e seu amor pelo Brasil o levaram a impedir a livre navega\u00e7\u00e3o estrangeira nos rios da Amaz\u00f4nia, sustando temporariamente as ambi\u00e7\u00f5es imperialistas da Marinha dos EUA.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quase meio s\u00e9culo depois do incidente com o Capit\u00e3o Maury, a gan\u00e2ncia ianque patrocinou mais uma aventura imperialista no continente amaz\u00f4nico: o famoso epis\u00f3dio do Bolivian Syndicate. Dada a precariedade da demarca\u00e7\u00e3o territorial na regi\u00e3o, durante d\u00e9cadas, trabalhadores nordestinos (provindos especialmente do Cear\u00e1) adentraram o territ\u00f3rio da Bol\u00edvia no desenvolvimento da atividade de extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex das seringueiras, estabelecendo uma antropiza\u00e7\u00e3o brasileira em solo vizinho. Como explica em detalhe Everardo Backheuser, a diplomacia brasileira se articulava torno de uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica para a Quest\u00e3o do Acre, aventando at\u00e9 a possibilidade de remover compulsoriamente os sertanejos ga\u00fachos e cearenses da regi\u00e3o. Por\u00e9m, movidos pelo arb\u00edtrio intervencionista dos EUA e por uma vis\u00e3o demasiadamente servil, o vizinho andino apressou-se em conceder o atual territ\u00f3rio do Acre \u00e0 explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria da Bolivian Syndicate, uma Charter Company com sede em Nova Iorque, muito semelhante ao tipo de empresa utilizada pelos ingleses na coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1frica. Conscientes dos perigos envolvidos na presen\u00e7a de um ap\u00eandice intervencionista dos EUA no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, o Itamaraty (liderado pela genialidade do Bar\u00e3o do Rio Branco) movimentou-se de forma r\u00e1pida e eficiente para incorporar o Acre ao Brasil.<\/p>\n<p>Ao longo das diferentes fases de organiza\u00e7\u00e3o institucional do Brasil (Col\u00f4nia, Imp\u00e9rio, Rep\u00fablica Velha, Era Vargas e Regime Militar), ainda que a cobi\u00e7a estrangeira pesasse sobre as riquezas da Amaz\u00f4nia brasileira, as lideran\u00e7as pol\u00edticas de cada \u00e9poca, mesmo com suas limita\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, souberam se mobilizar na defesa da soberania territorial do nosso pa\u00eds. A bravura dos militares lusitanos, a sagacidade das grandes mentes do Imp\u00e9rio, a altivez diplom\u00e1tica do Itamaraty na Rep\u00fablica Velha, o projeto da Marcha para o Oeste na Era Vargas e a constru\u00e7\u00e3o da Transamaz\u00f4nica junto do povoamento da regi\u00e3o nas d\u00e9cadas de 1960-1970: cada uma dessas medidas, ao seu modo, imp\u00f4s freios e obst\u00e1culos \u00e0 rapinagem imperialista sobre nossos recursos. Todavia, esse compromisso com a salvaguarda da integridade e da soberania brasileira tem se tornado cada vez mais ausente na Nova Rep\u00fablica institu\u00edda pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Desde o in\u00edcio dos anos 1990, nossa elite pol\u00edtica tem agido de forma negligente e, por vezes, irrespons\u00e1vel no tratamento das amea\u00e7as estrangeiras sobre a Amaz\u00f4nia brasileira. A presen\u00e7a metast\u00e1tica de ONGs pseudofilantr\u00f3picas que funcionam como organismos disfar\u00e7ados de interven\u00e7\u00e3o al\u00f3ctone na regi\u00e3o, o descaso com a infraestrutura e a integra\u00e7\u00e3o do Norte ao restante do pa\u00eds, o aumento injustific\u00e1vel e irracional de \u00e1reas imobilizadas e desantropizadas e a virtual criminaliza\u00e7\u00e3o de qualquer atividade produtiva ou de viabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em quase 50% do territ\u00f3rio nacional s\u00e3o retratos alarmantes da indiferen\u00e7a (ou mesmo cumplicidade) de boa parte das oligarquias brasileiras da Nova Rep\u00fablica com a rapina da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Faz-se urgente uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica e estrutural na pol\u00edtica nacional para a Amaz\u00f4nia; \u00e9 hora de retomar as iniciativas hist\u00f3ricas na defesa e no desenvolvimento da regi\u00e3o, abandonando definitivamente o servilismo e a timidez diante da tutela dos pa\u00edses ricos sobre os destinos dos amaz\u00f4nidas e de sua terra. Por\u00e9m, semelhante reviravolta pol\u00edtica ter\u00e1 de ser antecedida por uma mudan\u00e7a de mentalidade. \u00c9 preciso reaprender a pensar o Brasil e a Amaz\u00f4nia a partir das ideias tel\u00faricas produzidas por gente que de fato conhece a regi\u00e3o e tem compromisso com a sua prosperidade. Isso n\u00e3o quer dizer isolacionaismo ou paroquialismo, mas quer dizer a rejei\u00e7\u00e3o das narrativas difundidas pelos grupos pol\u00edticos que dizem buscar o Bem da Amaz\u00f4nia, mas, como muito bem apontado pelo Deputado En\u00e9as Carneiro, t\u00eam em conta apenas os Bens da Amaz\u00f4nia. Infelizmente, essa m\u00e1quina de propaganda encontra remanso em setores poderosos da imprensa nacional, que desconhecem sua pr\u00f3pria terra e n\u00e3o t\u00eam qualquer pudor em atuar contra os interesses de sua pr\u00f3pria gente. Torna-se a cada dia mais necess\u00e1rio que as mentes mais l\u00facidas da vida nacional ajudem o Brasil a se conhecer, libertando-se das correntes do imperialismo dos nossos dias, que age pelas armas da mentira e da propaganda. Este ser\u00e1 o passo fundamental para a constru\u00e7\u00e3o de um projeto pol\u00edtico que contemple a Amaz\u00f4nia em toda a sua grandeza e potencialidade.<\/p>\n<p>As palavras de Humboldt ecoam at\u00e9 os nossos dias, anunciando o dilema que devemos enfrentar. A Amaz\u00f4nia, que tem o potencial para ser o celeiro do mundo, em nosso tempo, tem sido apenas um celeiro de gan\u00e2ncia, cobi\u00e7a, arrog\u00e2ncia, colonialismo e subservi\u00eancia. Cada vez mais, se faz necess\u00e1rio nos reconciliarmos com a nossa hist\u00f3ria, buscando inspira\u00e7\u00e3o nos her\u00f3is e m\u00e1rtires do passado para seguirmos na luta contra os inimigos que nunca deixaram de conspirar contra n\u00f3s e cobi\u00e7ar nossas riquezas. Nossa hinterl\u00e2ndia verde n\u00e3o deve apenas alimentar a ambi\u00e7\u00e3o estrangeira, mas deve ser o celeiro da prosperidade de toda a P\u00e1tria, especialmente dos homens e mulheres que escolheram esse canto do Brasil para erigir o seu lar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>BACKHEUSER, Everardo. <em>A estrutura Pol\u00edtica do Brasil<\/em>. Rio de Janeiro: Mendon\u00e7a &amp; Machado Editores, 1926.<\/li>\n<li>FERREIRA REIS, Arthur Cezar. <em>A Amaz\u00f4nia e a cobi\u00e7a internacional<\/em>. Rio de Janeiro: Gr\u00e1fica Record, 1968.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grande regi\u00e3o amaz\u00f4nica \u00e9 um elemento central da hist\u00f3ria da afirma\u00e7\u00e3o da nacionalidade brasileira. 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